2006. O ano em que eu morri...
Todo final de ano é mesma coisa. Natal, reveillon, correria nos shoppings, bombardeio da propaganda, seja por meio televisivo, radiofônico ou impresso, enfim.
Nas empresas, as que valorizam e respeitam seus funcionários, ao menos, tentam amenizar o massacre anual com cestas de Natal e um enfadonho happy hour, ou seja, hora feliz, em bom Português, aquela velha festinha com muito refrigerante e nada de álcool, pois, patrão tem que dar o exemplo. Mas, não me levem a mal, já que, a moda agora é adotar estrangeirismos à língua, mas isso não vem ao caso, é uma questão de dominação. Voltando ao assunto, nas empresas que não se respeitam, nem a seus "colaboradores" (como dizem hoje em dia, só para o peão se sentir parte integrante), pagam o ameaçado de extinsão, décimo-terceiro, em atraso e completam o período de festas com um hipócrita sorriso amarelo e um tapinha nas costas desejando-lhe "feliz Natal, feliz Ano Novo", a torto e a direita.
Mas, onde eu quero chegar com essa rodeio todo? É que eu detesto final-de-ano, se pudesse, me refugiava lá nos confins do Judas, onde televisão não chegasse, nem celular tocasse. Sabe por que? Por quê hipocrisia não é só nas empresas não! Está em todo lugar! Na família, na faculdade, na padaria. E o pior, fico mais irritado quando começam a me perguntar o que eu vou fazer, para onde eu vou, se já comprei os presentes. Oras, presente se dá em qualquer época do ano, não só quando a mídia incentiva! Mas, bola pr'a frente.
2005, última semana, aquela agitação, eu, estressado e pensava: "ano novo que nada, é tudo a mesma coisa, segunda-feira tem trabalho, só muda a data, o salário é o mesmo, ainda tem dívidas do ano velho, nem consegui fazer tudo, nem tive grana." Mal sabia o que me aguardava.
O Natal foi tranqülio, em casa. Mas reveillon foi quem me trouxe a surpresa. Na época, estava passando por problemas no relacionamento, então, fui à ilha estar com os amigos de fé, irmãos-camaradas. Na volta, 31 de dezembro, peguei um ferry-boat (olha o estrangeirismo aí, de novo) com destino a Salvador, estava cansado da viagem. Mas, por insistência (muita), de minha companheira, acabei por atender seu desejo e fomos à praia de Stella Mares curtir a virada.
Eu, sentado na mesa, cochilava, tipo minha vó quando assiste tv e fica deixando o pescoço cair para a frente. Pois é. Até aí, tudo bem! Passou-se a meia-noite. Até aí, tudo bem! O problema foi na volta para casa, prossegui meu itinerário tranqüilo e estava prestes a chegar em casa, faltava coisa de 1,5 km.
Não sei precisar a hora exata, mas acredito, morri por volta dos primeiros quinze minutos, da primeira hora, do primeiro dia, de 2006.
Nas empresas, as que valorizam e respeitam seus funcionários, ao menos, tentam amenizar o massacre anual com cestas de Natal e um enfadonho happy hour, ou seja, hora feliz, em bom Português, aquela velha festinha com muito refrigerante e nada de álcool, pois, patrão tem que dar o exemplo. Mas, não me levem a mal, já que, a moda agora é adotar estrangeirismos à língua, mas isso não vem ao caso, é uma questão de dominação. Voltando ao assunto, nas empresas que não se respeitam, nem a seus "colaboradores" (como dizem hoje em dia, só para o peão se sentir parte integrante), pagam o ameaçado de extinsão, décimo-terceiro, em atraso e completam o período de festas com um hipócrita sorriso amarelo e um tapinha nas costas desejando-lhe "feliz Natal, feliz Ano Novo", a torto e a direita.
Mas, onde eu quero chegar com essa rodeio todo? É que eu detesto final-de-ano, se pudesse, me refugiava lá nos confins do Judas, onde televisão não chegasse, nem celular tocasse. Sabe por que? Por quê hipocrisia não é só nas empresas não! Está em todo lugar! Na família, na faculdade, na padaria. E o pior, fico mais irritado quando começam a me perguntar o que eu vou fazer, para onde eu vou, se já comprei os presentes. Oras, presente se dá em qualquer época do ano, não só quando a mídia incentiva! Mas, bola pr'a frente.
2005, última semana, aquela agitação, eu, estressado e pensava: "ano novo que nada, é tudo a mesma coisa, segunda-feira tem trabalho, só muda a data, o salário é o mesmo, ainda tem dívidas do ano velho, nem consegui fazer tudo, nem tive grana." Mal sabia o que me aguardava.
O Natal foi tranqülio, em casa. Mas reveillon foi quem me trouxe a surpresa. Na época, estava passando por problemas no relacionamento, então, fui à ilha estar com os amigos de fé, irmãos-camaradas. Na volta, 31 de dezembro, peguei um ferry-boat (olha o estrangeirismo aí, de novo) com destino a Salvador, estava cansado da viagem. Mas, por insistência (muita), de minha companheira, acabei por atender seu desejo e fomos à praia de Stella Mares curtir a virada.
Eu, sentado na mesa, cochilava, tipo minha vó quando assiste tv e fica deixando o pescoço cair para a frente. Pois é. Até aí, tudo bem! Passou-se a meia-noite. Até aí, tudo bem! O problema foi na volta para casa, prossegui meu itinerário tranqüilo e estava prestes a chegar em casa, faltava coisa de 1,5 km.
Não sei precisar a hora exata, mas acredito, morri por volta dos primeiros quinze minutos, da primeira hora, do primeiro dia, de 2006.

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