Com o intuito descontraído, no entanto, sério. Ao mesmo tempo, satírico, onde os pormenores da vida podem ser vistos de modo lúdico, para não dizer, utópico. Falaremos do que quisermos, sem censura, abertamente, de forma escrachada, quebrando paradigmas, dogmas, traumas, conceitos estabelecidos e verdades absolutas. Obviamente, com um linguajar moderado, mas não rodeado de pudores. Pessoas criativas, inteligentes, sarcásticas, satíricas, líricas, irônicas. Sejam bem-vindas!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

No purgatório, céu ou inferno? Onde eu estava?

Enquanto o carro subia o passeio e invadia a pequena escada de três degraus, meu corpo lutava com minha alma e a puxava de volta para seu lugar de direito. Até o momento, não distingüia sonho de realidade. Acordei! E custava a acreditar aquilo que meus olhos me mostravam.

Alguém anotou a placa? Deviam estar muito ocupados com o rompimento do ano novo. Passei a viver o inferno de Dante, enquanto aguardava o reboque. As meninas? Assustadas. Coitadas, estavam dormindo e acordaram tão bruscamente. Pelo menos, se houvesse acontecido algo pior, estavam em sono profundo. Menos mal que ninguém se machucou. Mas o carro...por pouco não virou sucata. Dos males, o menor.

Ressucitei. Se tivesse morrido, iria sem me despedir. A partir de então, ano novo, vida nova. Com algumas dores lombares, é verdade. Não posso deixar de mencionar. O que eu planejei para o primeiro dia do ano foi ir à praia, pegar umas ondas, pois, era um domingo e, na segunda, ir trabalhar feliz. Queria estar quebrado, mas pelo mar. Trabalhar eu fui, mas não feliz, pois, não consegui um atestado. Por mais visível que sua agonia esteja, o patrão não está nem aí.

Passei a acreditar, então, que, começara o ano com o pé esquerdo. Apesar de não ser superticioso. Não tanto.

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